Como uma anestesia localizada, certeira e infalivél que me deixa mudo, de olhar vidrado e de saliva na boca.

É a tua pele, na qual insisto em pousar e absorver... ai o cheiro que me encanta, que excita, me enlouquece... Foges, voltas... mentes, enganas... e no fim é a pele que me faz falhar.
Ajoelhado a teus pés, insisto novamente, rodo os meus braços sobre teu corpo (ainda tento recuar, negar-te, escorraçar-te... mas a carne é fraca) cedo ao desejo ardente que aparece em meu corpo... Grito internamente para que não recues, que não me negues... o teu corpo retorcesse-se... PARO!!! Ai a dualidade que me invade, me verga, maldita sejas tu...sim tu droga infernal!
Grito a mim mesmo que te devo esquecer mas... Quando olho fixamente as curvas, perfeitamente delineadas, singelas... puras...cedo e cedo e cedo, fraco ser caído num buraco sem fundo, sem espaço, sem ar! Porque me deixas doido?! Porque me enlouqueces ao "expoente da loucura"?! Porque me procuras?!
Deixa este ser cansado, deixa-o respirar, desintoxicar os poros que ainda saboreiam o teu suor, magníficos pingos que surgem do roçar dos corpos que ainda hoje, no adiantar da hora me completam e me fazem vibrar... provocam calafrios e aumentam a vontade de te chamar.
Deixa-me!
Foge!
Afasta de mim essa pele saborosa, quente, única... Deixa-me viver o meu mundo e libertar-me do teu (dominas-me)... não por não poder dar mais... mas nunca receber nada além de corpo (e que corpo!!!).
Sai de mim...

2 comentários:
Este texto deixou-me um pouco confusa... Falas como se a primeira pessoa fosse um "ele"... 'Tás a tentar transmitir esse Assalto às Palavras por outro corpo?!
[Quanto ao meu texto que disseste que é semelhante ao que se "passou" no fim de semana, é engraçado, pois como sabes, já senti o mesmo aí nuns textos abaixo] :)
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no comments *** :)
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