domingo, 31 de agosto de 2008

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No silencio de uma noite cheia, enfadonha e lotada de gente desconhecida... senti que entre tanto povo, ideias, energia e falta dela era um ser absurdamente só! Em foco a Lua que insistia em focar-me o rosto e a não deixar passar desapercebido o meu ar de insatisfação.

Já na noite anterior esperei, embora em vão, que algo surgisse e me dispertasse. Tentativas loucas algumas discaradas de te alcançar num olhar ou simples gesto mas, manti o rumo e esperei.

Já sabia que o teu corpo não desejava repousar no meu por estes dias, afinal existem vários tipos de sede... e para matar algumas basta um simples copo de água... pelos vistos já o bebes-te. Ainda tive de a olhar, de ver o sorriso dela, e o pensamento mudo a exclamar "chegas-te tarde!". Hoje aconteceu, procurei e não achei o teu rosto... só eu procurei o teu. Só eu quis... e como quis negas-te.

Afastamos assim os corpos, bem como a vontade de ser mais... negas-te-me... e eu não gostei resta saber se vou ser capaz de te negar tb.

Na verdade encontro a resposta somos nada de um tudo que nunca deveria sequer ter começado.

UM BEIJO NA FRUTA MAIS FOFA E SABROSA...(hoje senti que algo entre nós morreu!)




2 comentários:

Intermitências de Ecos disse...

As paixões são como as estações... Vêm e vão... Têm momentos mais quentes e outros frios. Longas, curtas! Fugazes, duradouras! Umas fazem rir, outras chorar! ...

Mas independentemente de tudo...
... O importante é que os dois estejam para o mesmo fim, e que não sejam punhal do outro! Porque quando a coisa começa a morrer interiormente, que morra para os dois! Caso contrário, um sai magoado, e é exactamente aí que o punhal trespassa-nos nas entranhas... e para sarar o tempo é tudo menos nosso aliado!



"afinal existem vários tipos de sede... e para matar algumas basta um simples copo de água... pelos vistos já o bebeste". Adorei! ;)

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Prisioneira de Sonhos disse...

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