segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Velhice

Desçam as linhas do meu corpo... acentuem-se as rugas vincadas e amargas de cada problema da vida... torne-se a minha pele flácida, enrugada e pouco homogénea... mas não morra o meu sorriso e a minha alma jovem.
Tirem-me tudo!
Fique eu mais só!
Mais só do que estou...mas, não me tirem o amor.
O amor de olhar, falar, sorrir, ver para além do visível, andar para além do estático. Não quero ser imortal mas não quero morrer sem sentir que vivi.
Se condenada a amar estou que, ame até meu último suspiro.
De sorriso no rosto e com a certeza que mais não poderia fazer pelo teu amor, te reencontre ao meu lado (espero-te para além do horizonte não importa quantas sereias cruzem o mar que hoje passas... interessa que voltes sempre para mim)nem que seja para sentir os teus carnudos lábios encostados aos meus... arrependidos de teu coração não se ter encaixado devidamente no meu.

***

nina

1 comentário:

Intermitências de Ecos disse...

Este foi... profundo! Transportou-me a algo longínquo... o que me assusta sempre.

Beijo :)